Onde se ganha o pão, não se
come a carne?
Sempre usei essa frase quando o assunto
era relacionamento no trabalho. Por muito tempo, mantive a distância das pessoas
com as quais trabalhava, principalmente daqueles que poderiam se tornar mais do
que amigos. As amizades mais intimas também eram preocupantes.
Uma pesquisa realizada em 2016, pelo
Portal das Carreiras, apurou que 12,5% dos entrevistados afirmaram ter ou já
ter tido um relacionamento no ambiente de trabalho.
Atualmente, muitas empresas avaliam
positivamente os relacionamentos entre colaboradores. Para alguns consultores, os envolvimentos
pessoais são positivos no ambiente organizacional. Atualmente, sabe-se da importância
do papel das emoções e dos afetos na vida de cada um de nós, o que se estende
para o ambiente organizacional.
Quando vale a pena arriscar? Quando é
algo sério e verdadeiro. Se for só uma aventura não arrisque, nesses casos
manter a distância é a melhor alternativa. E se for algo verdadeiro, sempre há
risco do término e é preciso estar preparado para esse momento, principalmente
para não deixar que isso interfira nas relações profissionais.
Saber separar a vida pessoal da
profissional, já é bem complicado. Agora conseguir manter o envolvimento
pessoal distante do relacionamento profissional é muito mais difícil. O importante
é manter a discrição, não deixar que vire fofoca, respeitar o código de conduta
da empresa e ser feliz.
Claudia Paschoal